
A aparência enrugada da pele, resultado da celulite, desagrada muitas
mulheres e afeta em cheio a auto-estima feminina. “Muitas dizem
que o incômodo estético atrapalha suas vidas: umas não tiram mais a canga,
os shorts ou a bermuda na praia e/ou piscina; outras sentem medo
que seus parceiros notem a celulite; algumas relatam que a celulite
afeta sua vida sexual e há ainda as que se dizem frustradas com uma série
de tratamentos para celulite que não fizeram efeito”, conta a dermatologista
Cristine Carvalho, diretora do CDE – Centro de Dermatologia e Estética.
Esta preocupação estética movimenta um mercado grande.
Basta fazer uma pesquisa na Internet para encontrar uma série de páginas
que listam os mais diversos tratamentos “para exterminar a celulite”:
laser, bermudas, drenagem linfática, endermologia, raios infravermelho,
mesoterapia, cremes, dietas, radiofreqüência, carboxiterapia,
ultrassom focal, injeções antigordura, preenchimentos…
Segundo Cristine Carvalho, nenhum tratamento “emergiu, ainda,
como o padrão-ouro para a celulite. “A maioria dos estudos mostra
uma melhora de 25 a 50% da celulite, após vários tratamentos combinado.
Algumas pacientes têm melhoras ainda menores e os efeitos
podem desaparecer ao longo do tempo. É por isto que as pacientes
sempre necessitam de tratamentos adicionais para a celulite”,
explica a dermatologista.
“Um remédio duradouro” para a celulite teria que prever a interação
entre o tecido da pele, a gordura e o músculo conjuntivo subjacente.
“Em outras palavras, a cura da celulite requer nada menos do que mudar
a estrutura da pele”, afirma Cristine Carvalho, que também é chefe
do Departamento de Fototerapia do Curso de Pós-Graduação
em Dermatologia da Fundação Pele Saudável, Instituto BWS.
A busca do melhor tratamento
Com a proximidade do verão, muitas mulheres começam a pensar
que a celulite é “uma batalha a ser vencida”… “É preciso deixar claro
que a celulite é fruto de causas multifatoriais: alterações hormonais,
má alimentação, sedentarismo, tabagismo, flacidez, gordura localizada,
retenção líquida, má circulação, herança genética. E é justamente
por isso que o tratamento da celulite demanda uma abordagem
multidisciplinar. O problema deve ser atacado em diversas frentes:
é preciso dieta, exercício, cremes, massagens, laser, ultrassom”,
diz Cristine Carvalho.
O tratamento depende do grau da celulite, da idade da paciente,
do tipo de manifestação que se apresenta com mais intensidade
naquela celulite, se há mais acúmulo de gordura localizada ou mais flacidez
muscular e cutânea. Cada caso deve ser analisado individualmente.
Cada paciente terá o tratamento específico para o seu tipo de celulite
e de textura da pele. “Também não é possível falarmos em melhores
tratamentos, todos são igualmente bons, o que importa é a indicação
correta. Em geral, para celulite não utilizamos só um tratamento,
a não ser em casos muito iniciais. A grande maioria dos casos
necessita de associação de tratamentos”, afirma a dermatologista.
Uso de cremes anticelulite
O tratamento tópico vai fazer diferença principalmente na qualidade
e na textura da pele. “Os cremes anticelulite e redutores oferecem
uma pequena ajuda no tratamento da celulite. Mas isto depende do creme,
dos seus princípios ativos e também do grau de celulite. Casos mais iniciais
podem se beneficiar mais com o uso de cremes. Cremes anticelulite
devem ser avaliados de preferência por um dermatologista
para se saber se eles têm liporedutores e substâncias que realmente
vão agir em algum ponto da celulite (cafeína, retinol, carnitina,
elastinol+R, xantoxilina)”, recomenda.
Mesmo com as novas tecnologias presentes nesses tipos de formulação,
que garantem uma absorção melhor e mais rápida, uma maior estabilidade
aos princípios ativos e uma ótima cosmética, não dá para dizer que um
cosmético vai resolver toda a complexidade da celulite.
“Normalmente, os cosméticos funcionam para o tratamento
de graus iniciais, aqueles com aspecto de casca de laranja bem leve
e quase inaparentes, e agem como um coadjuvante em relação
aos demais procedimentos estéticos indicados para casos mais graves”,
informa Cristine Carvalho.
Massagens que colaboram com o tratamento
Endermologia: uma mistura de massagem e sucção a vácuo feita
com um aparelho que desliza sobre a pele em movimentos de sucção
e rolamento. Melhora a circulação e a oxigenação local e ajuda a reduzir
nódulos endurecidos. Sua grande vantagem é permitir que a intensidade
da força seja regulada para cada grau de celulite, sem provocar flacidez
cutânea;
Drenagem linfática: em qualquer tratamento de combate à celulite,
a drenagem linfática é sempre um coadjuvante indispensável.
“A massagem é feita com movimentos contínuos, suaves e ritmados,
com o objetivo de estimular o sistema linfático, responsável pela eliminação
de todas as toxinas do organismo. O efeito secundário da drenagem linfática
é a estimulação dos rins, que passam a funcionar em velocidade
mais acelerada, eliminando mais urina. Por essa razão, é comum o corpo
desinchar logo após a primeira semana de tratamento”, explica Cristine
Carvalho. Existem aparelhos que conseguem efeitos semelhantes
aos da massagem manual, mas é preciso ter domínio da aplicação,
para não romper vasos;
Pressorterapia : esta massagem é um tipo de drenagem linfática mecânica,
feita com equipamento computadorizado, que parece uma calça de náilon
inflável. Quando acionado, faz um trabalho de compressão e descompressão,
para ajudar na desintoxicação do sistema linfático. É um tratamento
complementar para eliminar toxinas e deve ser evitado por quem
tem problemas vasculares.
Aparelhos que combatem a celulite
“A radiofrequência, o ultrassom e a luz infravermelha promovem um bom
resultado para tratar questões ligadas à celulite, até mesmo nos casos mais
avançados, onde há a presença de edemas, gordura localizada e flacidez.
Para potencializar ainda mais os resultados dos tratamentos, o paciente
pode agregar o uso de cremes anticelulite, após as sessões”,
diz a dermatologista.
Há tratamentos para reduzir e enrijecer áreas críticas do corpo,
como quadris, coxas e barriga, com técnicas que utilizam raios tipo laser,
injeções, pressão mecânica e ondas de calor. “Um novo tipo de ultrassom
é a mais nova aposta contra a celulite. Funcionando como uma
ultrassonografia, o aparelho emite vibrações que atingem a camada
mais profunda da pele, em movimentos tipo cavitação,
provocando a vasodilatação e a drenagem linfática.
Ao dilatar os vasos, melhora a circulação sanguínea e linfática
ao mesmo tempo em que oxigena os tecidos. Isso diminui a inflamação
das células gordurosas – uma das maiores causas do problema – e, assim,
reduz-se a celulite”, explica.
ATENÇÃO !
Consulte um dermatologista antes de realizar qualquer tratamento
de beleza








