
Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística),
divulgados no mês de Agosto de 2010, pelo menos 60% da população
adulta no Brasil sofre com excesso de peso ou obesidade.
O problema é considerado a epidemia do século XXI pela Organização
Mundial da Saúde (OMS) e a busca por tratamentos para emagrecer
ou melhorar a estética aumenta a cada dia.
“Existem várias técnicas cirúrgicas para remover o excesso de gordura
e elas são indicadas de acordo com cada caso”, aponta o cirurgião plástico
Alderson Luiz Pacheco.
O excesso de gordura faz com que a pele fique flácida e os músculos
abdominais se afastem – processo chamado de diástase -,
alterando a aparência natural do abdômen. Para remover o excesso
de pele é indicada a realização da abdominoplastia, cirurgia plástica
que corrige a flacidez e a diástase. “Se não houver um processo
de emagrecimento antes de realizar a abdominoplastia,
é preciso fazer outro tipo de intervenção cirúrgica que reduza
a quantidade de gordura localizada na região abdominal”, explica.
Além de retirar a pele que está sobrando, a abdominoplastia aproxima
os músculos do abdômen através de pontos cirúrgicos, formando uma
espécie de ‘costura’, unindo as partes afastadas. “A barriga fica com um
aspecto mais definido e a pele mais esticada, proporcionando uma silhueta
mais bonita, uma cintura mais acentuada e aumentando a auto-estima,
principalmente das mulheres”, ressalta.
O procedimento consiste em fazer uma incisão pouco acima da área pélvica
- de preferência em um local onde a cicatriz fique escondida por roupas
íntimas e de banho -, então a pele é em excesso é retirada e é feita a junção
dos músculos. A duração depende da extensão da área e da complexidade
e pode levar de duas a três horas. “Para evitar o acúmulo de fluídos
são colocados pequenos drenos e após a cirurgia é recomendado
o uso de cintas elásticas e evitar esforços por no mínino quinze dias”,
acrescenta.
O médico alerta que para manter os resultados é imprescindível cuidar
da alimentação e fazer exercícios físicos, evitando o acúmulo de gordura
e o aumento da circunferência da cintura. “O paciente deve ter em mente
que a cirurgia apenas corrige as imperfeições da pele, mas não evita
o ganho de peso. Em alguns casos é recomendado acompanhamento
psicológico para garantir a manutenção dos resultados”, observa.
No caso das mulheres também é recomendado engravidar antes de recorrer
à abdominoplastia, caso contrário o abdômen conquistado através
da cirurgia pode sofrer alterações e serão necessárias outras intervenções.
“Depois da abdominoplastia o abdômen permanece firme por muito tempo.
Mesmo assim, os efeitos da idade podem aparecer após um longo período
e se novamente houver insatisfação é possível fazer outra cirurgia”,
esclarece.








