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Consultora em relacionamentos Erica Queiroz comenta a insegurança ao iniciar um namoro

Consultora em relacionamentos Erica Queiroz comenta a insegurança ao iniciar um namoro

O Dia dos Namorados está próximo e muitas pessoas pensam consigo
mesmas: “por que será que não tenho um amor?”. Apesar de muitas pessoas
desejarem um namoro duradouro e verdadeiro, ao mesmo tempo
dizem para seus amigos que não estão preparadas para assumir
um relacionamento. Talvez essas “duas realidades” no fundo escondam
medo ou insegurança para iniciar um relacionamento. Erica Queiroz,
consultora em relacionamentos, explica que essa situação é uma realidade
comum entre muitos brasileiros. “Isso acontece porque muitas pessoas
se apaixonam rapidamente e se entregam precocemente, com pouco tempo
de relação. É preciso ter um pouco de cautela, pois o maior erro
é entregar-se de imediato, sem mal conhecer o outro”, alerta a consultora. 

“Por isso, muita gente acaba se machucando. E, às vezes, a pessoa faz isso
constantemente, com várias outras pessoas que conhece, não aprendendo
com o erro e se machucando repetidas vezes. Como resultado,
fica com um medo enorme de entrar em um novo relacionamento, e,
devido à essa insegurança, as pessoas boas que aparecem em sua vida
não tem a menor chance, explica Erica Queiroz.
 
As conseqüências deste comportamento de insegurança são enormes.
Quando uma pessoa inicia um novo relacionamento vem o medo da entrega,
pois como imagina que o relacionamento tende a dar errado,
a pessoa não se entrega de verdade (claro que isso só deve ocorrer
com o tempo, mas a pessoa com medo da entrega não dá sinal de avanço). 
Erica explica que se a pessoa não for se entregando pouco a pouco,
o relacionamento não evolui. Além disso, muita gente começa a evitar
relacionamentos e prefere ficar sozinha (já que vai ser abandonada mesmo
- no seu pensamento) a arriscar algo que julga ter grande possibilidade
de dar errado, ou começa um novo relacionamento totalmente insegura,
tentando, inconscientemente, boicotar a relação o tempo todo.
E disso vem uma frustração ainda maior, derivada desse círculo vicioso,
alerta a consultora em relacionamentos.
 
Por outro lado, algumas pessoas morrem de medo de o relacionamento
acabar. Ou porque a pessoa acha que nunca terá um relacionamento
bem sucedido (talvez por não se achar merecedora, ou por achar
que tem a capacidade de sempre estragar tudo), ou porque tem medo
de ser abandonada e ter que enfrentar a solidão. A consultora explica
que existem ainda pessoas que têm medo de que o parceiro(a) não seja
aceito pela sociedade, família, ou pelo grupo de pessoas no qual convive.   
 
Erica Queiroz relata que outra questão importante que deve ser abordada
é como identificar esses medos, pois muitas pessoas sofrem desse mal
e não sabem como lidar com eles. Por isso, a primeira coisa que uma pessoa
deve entender é que não existem pessoas iguais e, portanto,
relacionamentos iguais. As más experiências também têm o seu lado bom,
mesmo que não pareça no momento em que a pessoa está passando
por elas,  mas são elas que lhes ajudam a se proteger melhor e avaliar
mais profundamente as pessoas que aparecerem no futuro.
“É sempre válido parar para pensar nos relacionamentos anteriores
e ver se havia um fator comum para que não dessem certo
(geralmente, o comportamento da própria pessoa). No entanto,
se uma pessoa não conseguir mudar seu modo de pensar e estiver
muito traumatizada, é melhor que ela busque auxílio de um profissional”,
aponta Erica Queiroz. 

“Conheço uma moça, por exemplo, extremamente bem sucedida,
culta e viajada, mas cujos relacionamentos não decolavam.
Descobrimos, juntas, que o seu grande problema era com relação à família:
por mais que um namorado fosse uma pessoa bacana, ela sempre queria
que ele fosse perfeito para exibi-lo à sua família. Pessoas perfeitas
não existem e descobrimos que nem mesmo a família queria isso!
Agora ela entendeu que esse medo não é mais cabível e está se permitindo
conhecer uma pessoa nova. Atualmente, o relacionamento vai bem
e ela está muito feliz”, conta Erica Queiroz. 
 
A dica principal é lembrar que as pessoas são diferentes e que, portanto,
seus novos relacionamentos devem ser diferentes. Mas, para isso,
a pessoa precisa mudar seu pensamento, senão atrairá sempre
o mesmo tipo de namorado(a) e passará a acreditar mesmo que todos
os relacionamentos são iguais. O autoconhecimento é o melhor remédio.

ERICA QUEIROZ 
Paulistana, 38 anos, casada, autora do livro “O amor está na rede”
e assessora para as pessoas que precisam de apoio em relação à vida
amorosa, oferecendo serviço de consultoria  em relacionamentos,
tanto iniciados on, quanto off-line, e desenvolve análises para as pessoas
que estão à procura de um amor.