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Câncer de pele: todo cuidado é pouco no verão

Dica de Beleza e Saúde - Câncer de pele: todo cuidado é pouco no verão

Verão é sinônimo de praia, calor e muito sol. Na estação mais quente
do ano, as pessoas procuram manter um bronzeado e uma pele mais bonita.
Entretanto, a inadequada exposição aos raios solares pode causar efeitos
danosos à saúde.

Marinês Dias Ferraretto, médica dermatologista do Hospital São Cristóvão,
explica que o sol induz a alterações degenerativas na pele
que podem manifestar-se de várias formas,  como manchas, rugas,
atrofia e até mesmo câncer. A médica acrescenta ainda que a exposição
aos raios UV pode causar depressão do sistema imunológico,
deixando as pessoas mais suscetíveis a infecções e estimulando
doenças pré-existentes como o lúpus eritematoso
(doença autoimune do tecido conjuntivo) ou até mesmo causar catarata
e outras doenças que levam à perda de parte da visão.

Os danos causados pelo sol são cumulativos e, por isso,
é muito importante que se inicie a fotoproteção desde a infância.
Os pais devem observar os horários adequados à exposição solar
para os filhos e protegê-los diariamente. Os cuidados com o sol
são fundamentais, especialmente até os 25 anos, pois é nesse período
em que a pessoa fica mais exposta aos raios solares do que no restante
de toda a sua vida.

A primeira preocupação que devemos ter é com o sol muito forte
e os problemas que ele traz à pele. A proteção solar adequada
não consiste somente em usar o filtro, protetor ou bloqueador;
é importante também  aplicar produtos com o FPS ( fator de proteção solar
sempre maior ou igual a 30. Existe ainda um tipo de protetor solar
que pode ser usado via oral, em forma de cápsulas com antioxidantes
e o polipadium leucotanus, que na verdade reforçam a imunidade.
Segundo a Drª Marinês, esse tipo de proteção pode ser usado
como coadjuvante para incrementar a ação do filtro solar.
“A fotoproteção correta diminui o risco de câncer de pele
em até 85% na idade adulta. Crianças ou adolescentes com pele,
cabelos ou olhos claros, com sardas, que se queimam mais
do que se bronzeiam ou com casos de câncer de pele na família
fazem parte do grupo de maior risco de desenvolvimento da doença”,
alerta.

O câncer de pele ocorre geralmente nas áreas da pele mais expostas
ao sol como a face, mãos, orelhas, nuca, pescoço e membros superiores.
A doença pode ser classificada em três tipos, sendo os mais comuns
o Basocelular, o Carcinoma Epidermóide e o Melanoma. “O Basocelular
e o Carcinoma Epidermóide apresentam um alto índice de cura.
Já o Melanoma, se não for diagnosticado precocemente,
pode espalhar-se pelo organismo e ter um desfecho fatal”,
explica a dermatologista.

Mesmo no inverno ou em dias nublados, quando aparentemente a incidência
dos raios solares não é tão intensa, o uso do protetor e do bloqueador solar
é imprescindível. Devido aos buracos presentes na camada de ozônio,
a radiação solar ultravioleta (na forma de raios UVA e UVB) alcança
a superfície da terra e atinge diretamente a nossa pele. De acordo
com uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia,
cerca de 70% da população que fica exposta ao sol, o faz sem proteção
solar. “Isso demonstra que a população não está consciente do risco
provocado pela excessiva exposição solar”, comenta Drª Marinês.
 
Confira algumas dicas importantes de proteção e cuidados
com a pele:
:: Evitar a exposição ao sol das 10h às 16h.
:: Aplicar o protetor diariamente, trinta minutos antes da exposição
ao sol, em todas as áreas expostas.
:: Reaplicá-lo a cada duas horas, após a entrada na água ou transpiração
excessiva.
:: Usar roupas adequadas: dar preferência a tecidos com trama
bem fechada.
:: Utilizar boné ou chapéu nos dias de sol muito forte,
para proteger o rosto.
:: Ficar à sombra ou sob guarda-sol.