
A estilista Juliana Jorge gosta de misturas. De combinações inusitadas.
Suas coleções atemporais vestem mulheres fortes, com formas limpas
e cores neutras. Para o Inverno 2011 a estilista apostou na androginia
para criar shapes retangulares, na alfaiataria masculina e nos detalhes
extremamente femininos que caracterizam a NEA, que nasceu há menos
de um ano e conquistou Nova York e São Paulo. “Busquei roupas simples
com cores sóbrias e cortes mais pesados neste inverno”,
explica Juliana. O resultado não poderia ser mais elegante.
O Inverno 2011 da NEA foi feito para mulheres fortes
e que apostam no minimalismo. As cores continuam sólidas,
como preto, branco e marinho em tecidos como twill,
Double twill e cupro. Uma coleção sofisticada se faz com detalhes.
E Juliana sabe criar, com tecidos e volumes, atmosferas,
nuances e assimetrias impecáveis e autorais.

A mulher NEA se veste com clássicos revisitados pelo olhar contemporâneo
da jovem estilista que propõe uma viagem ao tempo na temporada de baixas
temperaturas. Desde quando as mulheres, inspiradas por Madame Chanel,
optaram pela liberdade de usar itens do armário masculino,
como calças bem cortadas e ternos, com pequenas delicadezas presentes
nos cintos e passantes, compondo uma coleção feminina e única.
Em um movimento de observação constante, nota-se a dualidade
que permeia toda a coleção: a estilista apostou na construção de clássicos
apurados com um olhar contemporâneo, como o chemise que recebe aplicação
de bolsos para conter volumes excessivos.
Em sua segunda coleção, a estilista investe em um bureau made in Brasil,
a fim de tornar sua roupa mais acessível e próxima do consumidor brasileiro.
A ideia é ter um braço de produção da marca no país, que funcione em parceria
com seu atelier, em Nova York, onde ela se inspira para criar suas peças
que irão vestir mulheres elegantes, que saem do trabalho direto para uma festa
sem se trocar. A marca comercializa suas peças no Brasil nas multimarcas
Fernanda Yamamoto e na Surface to Air, em São Paulo.











